Bem depois da tempestade, das horas úmidas falando de entregas mal-resolvidas, ele, sem avisar, abria todas as minhas portas mais íntimas... Chegava trazendo consigo areia de grandes desertos... Tinha nos olhos aquelas solidões primeiras... Carregava em si uma história de grandes batalhas, de guerras e anjos...
Os passos largos ressoavam destemidos por corredores e quartos. Largava as bagagens como se libertam pássaros de seus cativeiros... Ele chegava como bons ventos, entretanto repleto de presságios, mantras e segredos desnudos.
Não sei se conseguiria precisar quando finalmente ele, e seu tácito poder instalaram-se; primeiro em meu plexo... Logo após em meu estômago, como um soco, como uma ânsia de grandes esperas.
O universo constituído ao meu redor parecia curvar-se diante dele. Tudo era voltado para ele e com ele... Atônito, eu aguardava o inusitado... Aguardando também essa intranqüila ânsia que invadia sôfrega todos os meus desejos & medos...
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